Opel Astra OPC (2012)

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Opel Astra OPC… antes de tudo tenho que agradecer à Opel e respetivos responsáveis por esta oportunidade rara dado que são muito escacas as unidades disponíveis. Mesmo sabendo que não irão ler isto…

Então tenho que começar por referir a primeira espectativa sobre o carro, sabendo que se tratava da mesma unidade que serviu de teste para os ensaios realizados na imprensa durante os últimos meses, esperava deslumbrar-me com o Astra na cor vermelha. Em fotografia não me seduz muito, mas sendo esta cor difícil de captar com a tonalidade o mais aproximada ao real, julguei que ao vivo tivesse outro impacto.
Não teve… O que é estranho porque é uma cor que geralmente assenta bem em qualquer modelo com estilo desportivo. Mas no Astra certamente, cores mais escuras ficar-lhe-ão melhor. Algo que fará mais sentido já adiante…

Gosto muito da linha do novo Astra, assumindo até que dentro do segmento não existe nenhum outro modelo com uma linha exterior tão interessante. A Opel sabe fazer carros bonitos…
Gosto da forma dos faróis, que dão um aspeto focado ao carro, ao mesmo tempo fluem com as linhas. Também do para choques bem agressivo.

Opel Astra OPC 2013

As aplicações cromadas talvez resultem melhor numa tonalidade escura, ou até mesmo no azul OPC. Neste vermelho são despropositadas. Além disso fiquei um pouco surpreso com o facto dos ”triangulos” laterais nada mais serem que meramente decorativos. Ainda julguei que pudessem incorporar algum esquema de arrefecimento dos discos de travão ou, em ultimo caso, uma conduta de ar para a admissão. Apenas decorativo, tanto quando o cromado ao seu redor…

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Na traseira as linhas continuam a fluir com subtileza, os farolins incorporam muito bem o conjunto dando um efeito visual ainda mais interessante de noite quando o iluminação se faz notar.
O único elemento que se enquadra menos bem no conjunto será efetivamente o asa que, com o acrescento pintado de preto, mais parece a pala do boné daqueles jovens seguidores da moda tradicional dos subúrbios.
Não esquecendo que existe, como opcional, uma alternativa mais vistosa, agressiva e certamente mais apelativa!

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Esta unidade vem equipada com as jantes opcionais de 20 polegadas num pneu de medida 245 em largura. Juntamente com as pinças de travão Brembo e os discos de grandes dimensões perfurados e ventilados, completam o visual agressivo e acusam as suas demais intenções.

E mesmo contanto com um baixíssimo perfil de borracha entre o asfalto e as jantes, nem por isso se torna excessivamente desconfortável em pisos irregulares.
Na totalidade temos umas rodas muito grandes que, no caso do OPC se justificam pela sua capacidade e potência mas que na restante gama Astra não faz muito sentido se não, meramente visual…

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O carro possui bastante firmeza e a altura ao solo parece-me correta. Somando o facto dos bancos, com uma grande quantidade de regulações para se adaptarem o melhor possível a fisionomia de cada pessoa, permitir-nos estar sentados numa posição baixa e mais ligada à estrada.

Além dos enormes bancos com um visual desportivo, nada mais no seu interior acusa o mesmo caráter. Para os condutores da frente são realmente confortáveis mas para os ocupantes dos bancos traseiros, que já podem-se sentir ”sufocados” pelas pequenas janelas laterais e um ambiente escuro, finalmente somando os bancos que tapam toda a visibilidade adiante que, mesmo na posição mais baixa, não deixam grande distância ao tejadilho.

Também o volante permite várias posições de ajuste, sejam elas em altura ou profundidade. Os mostradores mantêm-se fieis ao estilo tradicional incluindo desta vez (finalmente) um indicador para a temperatura!
Temos alguns botões de comando para as funções mais uteis (ou frequentemente utilizadas) e um corte na circunferência que não serve para nada nem é propriamente funcional.

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A caixa de velocidades foi o que menos gostei! A pega não é propriamente boa, as relações de caixa iniciais podiam ser um pouco mais curtas, na unidade ensaiada senti alguma dificuldade nas passagens e engrenagens. Mesmo com o pedal da embraiagem totalmente no fundo, eventualmente sentia um ligeiro ”arranhar” nada agradável. Resultado provável dos testes ao qual esta unidade foi submetida e a algumas utilizações menos civilizadas.

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Para completar o desconforto ainda tenho o apoio para o braço que frequentemente interfere com o movimento da caixa em todas as relações ”para baixo” (2ª, 4ª e 6ª). E se me render à utilidade do apoio enquanto estou a espremer cada rotação que há disponível, o meu posicionamento do cotovelo face à mão simplesmente é desproporcional e ainda mais incomodo. Portanto a solução é, subir a posição de condução, ou nascer com um braço mais curto.

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No painel central reina o caos dos botões. Dada a sua enorme quantidade e depois de entender que boa parte podiam estar resumidos a apenas um, simplesmente me preocupei em ”calar” o rádio e focar-me em três botões com particular interesse:

O botão ECO, ativo por defeito que deve fazer uma quantidade enorme de coisas que alguém se há de interessar em querer saber. Mas entre elas é importante referir o sistema Stop/Start que funciona bastante bem. O tempo de resposta de ignição ao pedal é pronto e efetivamente permite poupar algum combustível sem tornar a sua utilização quotidiana menos prática.

Em seguida vêm o controlo de estabilidade. Só com ele desligado podemos realmente sentir o carro próximo do limite e entender de que forma responde em determinadas situações.

E por fim o botão OPC que é uma ”porta de entrada” a maior diversão. Imediatamente sente-se alguma diferença de postura! Os mostradores ficam iluminados de vermelho como se o carro ficasse sedento de sangue! Mais nervoso, sim… mas nem por isso obsessivo.
O pedal do acelerador fica mais sensível ao pisar e também a direção fica mais justa aos pequenos movimentos. Torna-se assim mais fácil e eficaz fazer mudanças bruscas de direção a velocidades altas.

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Fiquei satisfeito com o comportamento do Astra enquanto carro. Fácil de conduzir, bom binário, motor pronto a desenvolver, com um bom acabamento e qualidade na construção. Espaço razoável no interior e uma boa bagageira, não sendo a porta propriamente vocacionada para a inserção de únicos objetos demasiado grandes.
Quando queremos aquecer o ambiente e tratar o carro da forma que ele (também) merece, temos certamente muita potência por explorar, uma boa estabilidade geral. Apesar de tudo ainda se sente algum peso a mais, principalmente nas inserções das curvas mais apertadas onde a frente tende a arrastar a trajetória, pedindo ao acelerador e autoblocante que corrijam os nossos excessos de entusiasmo e confiança.
A forma como a potência vai surgindo é gradual mas em momento nenhum se faz sentir ”brutal”. Deixando uma faixa onde o motor debita toda a sua potencialidade, relativamente e perto do redline.

Também não é tarefa fácil destabilizar o chassis… ainda que fazendo partido do peso elevado, utilizando as transferências de massa para deslocar o eixo traseiro, os pequenos desvios são facilmente corrigidos pela mais suave toque de direção.
Mas sabendo interpretar a forma como se comporta, onde travar com força à frente e a traseira sem grandes oscilações, ainda que a travagem seja feita com a direção virada… introduzindo a frente na trajetória desejada à velocidade correta onde os pneus possuem tração e o autoblocante ajuda a dosear a quantidade de aceleração necessária para curva e descrever o traçado perfeito, fazendo bom partido da caixa um tanto longa e com uma margem não muito extensa. Tudo isso junto resulta numa precisão e eficácia muito boa e nada que estivesse acostumado a ver num modelo Opel! Muito mas muito melhor que a anterior geração.

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Agora falta um pouco mais de emoção e drama! Mais ligação entre máquina e condutor. Aquele desafio crescente para o piloto em submeter todo o potencial da maquina ao extremo e ”pedir por mais”.
Até mesmo o som emanado pelo motor e sistema de exaustão, no seu interior não é propriamente sedutor e por fora é apenas um som um tanto mais rouco perfeitamente confundível com qualquer outro desportivo de gama e potência e motor inferior.

Não há realmente nada neste carro sobre o qual possa criticar ou dizer mal. É mais fácil e provável dizer bem. Mas tanto para um lado como para o outro, é tudo demasiado regular. Não há nada realmente mau, mas também não há nada realmente bom! Aquele fator que o torna impar.
Digamos que numa classificação pontuada, seria tudo à volta de números médios elevados. Mas nenhum realmente muito bom ou até mesmo excelente… ainda que isso trouxesse por acréscimo algo realmente mau.

E no final das contas ainda fico com a ideia que, provavelmente ate seria o carro mais racional e mais competente no segmento, para comprar! Mesmo não deixando uma GRANDE saudade…

Visto que não tenho nada com que embirrar, aproveito para dizer mal destas esferovites no compartimento do motor que independentemente da sua funcionalidade, são de péssimo gosto e qualidade.

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Numa palavra: Competente!

Galeria:

Siga o tópico: http://autofans.pt/forum/showthread.php/16168-Opel-Astra-OPC-12

2 Comentátios neste artigo.

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  • João Cunha
    08 Agosto 2014 at 16:47 - Responder

    Boas, dá proveito a isso é máquina é o meu carro de sonho adoro, a Opel fez um excelente trabalho com o Astra amo assério quem me dera ter um neste momento, esse carro és simplesmente uma jóia… Qual Classe A, Qual Golf, Qual Serie 1 //M, qual que… isto é um carro e é simplesmente brilhante felicitações Colega Abraço!

  • Johng670
    09 Agosto 2014 at 9:18 - Responder

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