Renault Mégane RS III

Tratando-se este de um carro tão especial, merece um lugar de destaque.

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São apenas algumas impressões minhas de um dia muito agradável ao volante deste Hot-Hatch que partilho com quem ainda não conhece.

Vendo por fora, é um carro interessante.

Não gostei muito do Megane porque… o antigo tinha uma frente muito bonita, cheia de personalidade, mas a traseira era horrível e no seu todo é pobre… o novo quando saiu passou do mau para o ”sei la”. Ou seja, entre ter um carro com linhas estranhas e pouco agradáveis, ou um carro de linhas ”sem sal” ”óbvias” qual o pior?!?

Mas o RS têm muita personalidade, e ao lado do Megane convencional descobre-se mais diferenças que aquelas que à partida são notórias.
Mesmo em preto, consegui reparar nalguns olhares curiosos.
Uma coisa que me deixou triste, de verdade!! é aquela esponja entre o spoiler traseiro e o vidro… O carro no seu todo é tão sensual harmonioso, e depois aquilo?!?! Dá um aspecto tão primário… devia estar disfarçado!!

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Por dentro continua na mesma onda, muito bom!!! Talvez melhor até… os bancos eram os ”normais” mas até esses têm uma posição de condução baixa e muito confortável, com um apoio lateral bastante razoável. (é pena que os Recaro obriguem-nos às jantes 19”)
A qualidade dos materiais, os acabamentos, a faixa a imitar fibra de carbono e tantos outros pequenos detalhes são muito agradáveis, capaz de envergonhar sedans como o meu Civic ou o Lancer Evolution!! Venham-me lá dizer que qualidade = VW
O fundo do conta rotações em amarelo torna o painel interessante, desportivo e de fácil leitura, o volante têm boa regulação e um tacto bem agradável.
A caixa não achei tão boa como o restante. Não é que seja má, simplesmente ”o restante” é que é francamente bom!! A direcção embora não seja das mais intuitivas que conheço, é bastante precisa e ESTUPIDAMENTE fácil de manusear. É tão simples segurar o carro quando este se desequilibra, e ao mesmo tempo torna-se tão leve e suave num simples estacionamento. 9.5*

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Outra coisa que podia ser revista é o posicionamento do pedal do travão face ao acelerador. É que quando soltamos o acelerador, não basta apenas deslocar o pé para a esquerda e alcançar o travão, em vez disso temos que o elevar um pouco. Isto prejudica aquela  velocidade entre aceleração/desaceleração. E também dificulta um bocadinhoooo nas reduções de caixa. Mas nada que não possa ser facilmente ajustado…

É um carro fácil de conduzir… nunca conduzi nenhum Megane, apenas o R26 da geração anterior, mas acredito que consiga ser quase tão progressivo e suave como um Megane ”normal”.
O motor porta-se bem, embora não seja especialmente rápido. Na verdade até é um bocadinho lento a responder ao acelerador, porém em desaceleração é dos melhores (em carros turbo) que já vi até hoje. Ali a partir das 3000 e qualquer coisa é que ganha toda a sua potência e, quando chega-mos próximo das 6.200rpm … … BIP  😡
A suspensão trabalha muito bem (parabéns Renault Sport) conseguiram fazer uma suspensão boa em modo desportivo e quase tão boa em modo ”normal”. Nisto o antigo R26 era mais puro e duro…

É muito interessante que, não sendo um carro propriamente levezinho, dissolve muito bem o seu peso nas curvas. Bem melhor que em aceleração diga-se… ou seja, aquele movimento típico de, travar a fundo na entrada de uma curva e virar a direcção assim que atingimos a velocidade ideal, é tão fácil de o fazer… e quando existe algum excesso de confiança, o chassi balança de uma forma tão agradável e subtil. Aquela… sensação de arrasto para fora da ”linha de condução” simplesmente é desfeita, coisa que no Focus RS é uma constante batalha, mesmo com um auto-blocante tão agressivo. Fazes bem e vamos bem, fazes mal e azar o teu lol. E o cómico é que a suspensão do Focus é mais racing que a do Megane, mas… nem mesmo assim!

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Se a Renault tiver a boa ideia de fazer uma versão MESMO desportiva, mais leve e mais trabalhada… corre o ”risco” de fazer a arma mais letal de tracção à frente (e nem só) de todas. Algo muito próximo dum R26.R sem recorrer a medidas tão radicais. (e se não o fizer, que façam os ”owners”)

Foram cerca de 20m, dos quais 10 serviram para ”conhecer e viver com o carro” e os outros 10 para ”massacra-lo” (no melhor sentido possível claro) e olha… no que dependesse de mim estava lá até agora a divertir-me ao volante daquele brinquedo espectacular.
Se gostares tanto quanto eu, de fazer umas boas curvas, acelerações, travagens… prepara-te para gastar um bom dinheiro em gasolina, pneus, pastilhas de travão antes dos 15.000km.<

Numa palavra: VICIANTE!

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