Problemas para estacionar?

Com as cidades a crescer a um ritmo vertiginoso, aparecem soluções inovadoras para a falta de estacionamento.

Recentemente, uma equipa de engenheiros alemães criou uma solução engenhosa – um veículo elétrico “flexível”, que tem a capacidade de encolher e capaz de andar lateralmente (como um caranguejo).

O EO Smart Connecting Car 2 é um projeto inovador do Centro de Inovação DFKI Robotics, com sede em Bremen, na Alemanha, onde uma equipa de programadores de software e designers, bem como electricistas e engenheiros de construção, tem estado a aperfeiçoar nos últimos três anos o micro carro inteligente.

Anunciado pela primeira vez em 2012, a equipa está prestes a apresentar uma versão final. “O EOSCC 2 conduz-se como um carro normal, mas cada roda tem o seu próprio motor elétrico, permitindo andar para o lado, dando a possibilidade de estacionar em locais apertados nas áreas urbanas, onde o estacionamento é limitado“, explica Timo Birnschein, gestor do projeto.

Ele acrescenta: “Todo o processo de transição entre a condução normal e condução de lado – leva cerca de quatro segundos“.

O protótipo tem uma velocidade máxima de 65 km/h e uma autonomia que pode chegar aos 70 km, sendo que uma carga completa da bateria demora quatro horas. Mas é a capacidade do modelo de dois lugares encolher para 1,5 metros de comprimento, que tem animado a equipa sobre o uso do mesmo nas cidades do futuro, diz Birnschien.

Ele é capaz de reduzir o seu tamanho em cerca de 80 centímetros, o que torna quase tão curto como uma bicicleta. E com esse tipo de recurso poderá usar espaços de estacionamento muito pequenos“, diz ele.

O EOSCC 2 pode ser visto como um “Transformer” ou como o carro do “Regresso ao Futuro”. Com a capacidade de elevar o eixo traseiro, que é feito através do deslizamento sobre um conjunto de calhas, o interior sobe em altura e o conforto mantem-se para os passageiros.

Anunciada como um “micro carro para as megacidades,” a equipe está trabalhando com todo o empenho para poder passar à fase de produção e a ideia é que este seja um recurso público comum, semelhante ao sistemas de partilha de carro nas cidades já existente. A idéia é que quando necessita de um carro, possa ir até à estação mais próxima e escolha o veículo que está carregado o suficiente para conduzir a distância que precisa.

Birnschein afirma que esta “segunda versão do EOSCC é muito mais madura e está quase pronta para poder ser homologada para uso nas vias públicas. Mas para ser honesto, esse último ponto tem sido o grande problema porque temos tanta tecnologia nova no carro que os assessores técnicos estão céticos“.

Ele acrescenta que convidaram vários fabricantes para um test drive com o veículo e obtiveram resposta positiva, mas o entusiasmo termina aí.

O problema é que a maioria dos fabricantes de automóveis não está realmente interessada, se o produto não tiver sido inventado por eles. Eles podem comprar à Bosch ou à Siemens ou outros fabricantes, tecnologias como ESP, etc, mas não sistemas completos“.

No entanto, as suas equipas permanecem incansáveis a trabalhar em funcionamento autónomo, piloto automático e estacionamento sem intervenção do condutor. Enquanto isso, Birnschein compara a situação ao aumento dos smartphones ao longo da última década – desde a não-existência à total saturação do mercado.

Será o mesmo com o controle por computador e autonomia“, diz ele. “Nos próximos 10 anos vamos, provavelmente, ver carros autónomos de grandes fabricantes de automóveis – o novo Mercedes classe S terá funções autónomas dentro de três ou quatro anos, e alguns dos outros fabricantes, como a GM, anunciou que vai ter carros semi-autónomas em 2020. Muitos outros fabricantes de automóveis já estão a trabalhar neste tipo de tecnologia”.

Eles estão estão a efectuar testes em auto-estradas, continuamente, com veículos autónomos. Eu acredito que esta tecnologia vai chegar em breve – possivelmente na próxima década“.

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