Honda Civic 2.2 i-DTEC (2012)

Honda-Civic-2.2-i-DTEC

Estive finalmente a conhecer o Civic de perto e mudei/firmei algumas opiniões tidas apenas por leitura de outras opiniões.

As minhas cores de eleição são o branco (igual ao do CR-Z) e o vermelho. Disfarça com alguma eficiência o bestialidade daquela caixa de farolins traseiros. O mesmo em relação à vista de perfil.

O preto que geralmente fica bem em qualquer carro, no Civic corta-lhe alguma personalidade na frente que, aliás é a melhor vista do carro.

Cinza prata dá-lhe um aspecto mais pobre, já o cinza escuro (cor bonita até) não é também a que mais o favorece.

Tinha ideia da vista traseira ser a mais infeliz neste modelo mas ao vivo e a cores foi com certeza a vista lateral que me causou maior desagrado. A mim e à maquina que não quis captar a fotografia.

O detalhe do puxador das portas traseiras ajuda (quase em vão) a melhorar o perfil mas não é a solução mais prática em manuseamento.

O motor em causa foi o 2.2 i-dtec, neste caso com 150 cavalos que não convence principalmente pela sua potência mas sim pela suavidade como faz uso dela. Inclusive pela forma como o turbo auxilia a motor sendo um pouco diferente dos turbo-diesel tradicionais.

É também um motor silencioso, mesmo de janela aberta! Pelo menos enquanto é novo… chegando mesmo a ser mais audível  o ”zumbido” da transmissão que propriamente o som emanado pelo motor.

O rolamento é bom, até mesmo em piso mais degradado o Civic consegue suprimir as oscilações com bom desempenho. Os pneus de perfil 225/45 em jante 17 polegadas são uma boa opção para maior estabilidade do carro, visual atractivo sem prejudicar significativamente o conforto a bordo.

Já a posição de condução é um pouco mais alta do que seria desejado dificultando em parte a conexão com a posição do volante mas os bancos são confortáveis, com um suporte q.b. facilitando também a entrada e saída do veiculo.

O interior é simples e funcional com espaço mais que suficiente nos lugares da frente, assim como para os lugares traseiros (com os bancos de frente recuados atrás, próximos da posição final).

Espaço suficiente para albergar as pernas de qualquer pessoa com estatura mediana. Somando também uma mala imensa que através do engenhoso método de rebater os bancos pode ainda aumentar muito mais a capacidade de carga tendo uma altura/largura relativamente favoráveis no acesso (a facilidade e precisão do fecho da mala foi bastante melhorada).

Onde realmente merece maior destaque é na qualidade do interior e de alguns materiais aplicados. No modelo anterior estes eram francamente pobres, posicionando-o do pior da sua classe. Agora finalmente a Honda equipa o Civic com materiais de qualidade suficientemente bons para rivalizar com o Mégane, Focus ou até mesmo o Golf.

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A ergonomia da porta enquanto aberta não é a mais aliciante mas fechada, é precisa e funcional aumentando o envolvimento em torno do condutor.

O volante é também uma boa mais valia! Mesmo que não possua a estática mais apelativa é na verdade muito bom no seu desempenho, adaptando-se bem às mãos, com uma agradável sensação ao toque e com os comandos do volante à distância de um ”click”.

A consola central está mais simples, fácil, servindo igualmente bem a utilização do condutor como a do ”pendura”. Contendo apenas os botões realmente necessários e deixando de lado a ”confusão” do modelo antecedente. (O botão Engine Start deixou de existir)

A caixa de velocidades é também mais precisa e suave que no modelo passado aproximando-se à de modelos desportivos como assim já tinha sido alcançando no CR-Z. Dá gosto utilizar esta caixa manual de 6 velocidades!

O painel está mais simples, com menos luzes e botões espalhados por toda a parte. Também os ponteiros são agora totalmente visíveis facilitando bem a sua visibilidade.

Mais em cima mantêm-se o mostrador de velocidade de fácil leitura e à direita o computador de bordo no qual confesso não ter tido grande paciência para utilizar. Verifica-se no entanto a fraca capacidade de iluminação em ambientes mais claros (culpa também, talvez das cores utilizadas).

Do lado esquerdo do volante e num lugar um pouco escondido encontra-se o botão ”ECON” que por defeito já vem activo estando o motor a trabalhar. Desativando este modo, a primeira impressão que temos é na forma como o acelerador responde, mais rápida e sensível à pressão. Também a entrega de binário parece sofrer alguma (pequena) alteração de caráter.

O modelo em questão vinha equipado com câmara traseira que obviamente facilita o processo de estacionar e aumenta a perceção das dimensões do carro. A visibilidade para trás foi ligeiramente melhorada mas ainda assim continua aquém do desejado.

Assim como este ”novo” acessório no vidro traseiro que não obstante da sua funcionalidade prática, aumenta a ”sujidade” na imagem do espelho retrovisor e também não abona muito a favor da estética, por si só já deficitária.

Em conclusão, o Civic foi lançado num ano de crise financeira em que cada vez mais se notam as quebras nas vendas de automóveis.

É um carro muito prático e funcional para diversas utilizações correspondendo e adaptando-se na perfeição ao segmento em que está inserido.

O preço de acesso à gama é reduzido, não se tornando muito maior com a escolha das opções da pintura metalizada, jantes personalizadas e ar-condicionado com climatização independente.

É evidente que os olhos também ”comem” e nesse campo os seus rivais diretos são mais afortunados. Resta à Honda a boa relação de equipamento por baixo preço assim como algumas características onde o Civic supera com distinção.

Em 2013 está prevista a chegada do motor 1.6 diesel de 120 cavalos. À semelhança dos restantes é provável que não venha com um grande compromisso de performances/baixo consumo, mas sim numa proposta mais adequada ao nosso mercado, dotando o Civic de um motor mais capaz e competente que na sua variante 1.4 a

gasolina.

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