Ferrari planeia modelo com turbocompressor elétrico

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A marca italiana de super desportivos quer assim melhorar a resposta do turbo.

Segundo uma notícia avançada pelo site 4WheelsNews, a Ferrari está neste momento a desenvolver um motor sobrealimentado, equipado com um turbocompressor elétrico.

O site afirma que fontes próximas de Maranello garantem que a Ferrari quer acabar com o atraso próprio dos turbos, criando para o efeito um e-turbo. Apesar dos detalhes serem escassos no momento, acredita-se que o motor em causa será mais pequeno que o V12 actual mas este continuará a ser atmosférico. Este novo motor deverá conseguir menores consumos de combustível e emissões de CO2 mais baixas, sem comprometer o rendimento.

A Audi será, provavelmente, o primeiro fabricante automóvel a oferecer este turbo elétrico, numa variante do conceito RS5 TDI. Desta forma, o e-turbo permite ao motor V6 TDI de 3000 cc debitar 385 cavalos e 750 nm de binário, logo após as 1250 rotações por minuto. Aliás, esta configuração parece já estar confirmada no SQ7, que se aguarda que chegue em 2016.

Ainda no início de Julho, Jochen Martin Schmid, patrão da AMG, afirmou que os turbocompressores elétricos estão em cima da mesa, mas recusou-se a fornecer mais dados.

Ultimamente, começaram a surgir muitos rumores sobre os planos da Ferrari para os próximos anos, incluindo o M458-T Italia, que deverá sair em 2015, com um motor V8 biturbo de 670 cavalos. Falado está também o restyling para 2016 do FF, que passará a ter 700 cavalos, e também alimentado por um V8 biturbo. Ainda em 2016, deverá surgir também um renovado F12, com mais potência, seguido em 2017 pelo novo California.

O mais interessante, no entanto, é que a Ferrari estará, alegadamente, a preparar um modelo de entrada-de-gama, equipado com motor V6 biturbo de 2900 cc, a apresentar até 2020.

Enquanto é certo que tudo isto poderá não passar de rumores, o que é já um facto consumado é que a Ferrari está neste momento a planear motores turbocomprimidos mais pequenos, de forma a reduzir as emissões de CO2 em 20% até 2021. Pelas mesmas razões, o “sedento” motor V12 atmosférico será disponibilizado com assistência híbrida nos próximos anos.

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