Ferrari deixa grupo Fiat Chrysler

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Sergio Marchionne defende que as duas empresas “precisam de seguir caminhos separados“.

A Ferrari vai deixar o grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA), empresa criada com a fusão da marca automóvel italiana com a homóloga norte-americana, uma vez que o seu responsável máximo, Sergio Marchionne, acredita que as duas empresas “precisam de seguir caminhos separados“.

Em comunicado, o actual presidente da Fiat Chrysler Automobiles confirmou a intenção de separar a Ferrari da FCA, revelando que a marca do “Cavallino Rampante” não faz parte do projecto do grupo para 2014-2018.

De acordo com Sergio Marchionne, a separação será efectuada com uma oferta pública de cerca de 10% da participação da FCA na Ferrari, sendo as acções vendidas em parte em bolsa e as restantes 90% divididas pelos actuais accionistas da FCA, que serão depois livres de as negociar ou manter.

Para já, desconhecem-se valores das acções, sabendo-se apenas que o valor da marca Ferrari está estimado em 2,3 mil milhões de euros.

Segundo o mesmo comunicado, a Ferrari ficará cotada nos Estados Unidos da América e, possivelmente, também na Europa.

Esta medida destina-se a dar uma maior autonomia e a proteger a exclusividade da Ferrari e também da própria Maserati, que é actualmente gerida pela Ferrari.

O “spin off” da Ferrari integra o plano de expansão da FCA para o próximos cinco anos, o qual prevê quintuplicar os lucros para 5 mil milhões de euros, e é justificado pelo grupo com a necessidade de se centrar no seu negócio tradicional e de concluir a sua reestruturação.

Recorde-se que o anterior presidente da Ferrari, Luca Cordero di Montezemolo, manifestou-se contra o plano de negócio de Sergio Marchionne, tendo afirmado, em declarações públicas após a confirmação da sua saída, que “a Ferrari é americana, agora”.

Perante esta operação, desconhece-se ainda qual será o futuro da Scuderia Ferrari e se poderá ser afectado o seu envolvimento na Fórmula 1.

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