Escândalo Volkswagen parece não ter fim

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Depois dos episódios anteriores, o grupo alemão descobriu “inconsistências” ao medir os níveis de dióxido de carbono, que pode afetar mais de 800 mil carros.

Estamos ainda recordados da manipulação de emissões de NOx (óxidos de azoto), através da instalação de um dispositivo que permite contornar o ciclo de testes, nos motores Diesel 1.4, 1.6 e 2.0 TDI em cerca de 11 milhões de modelos da VW, Seat, Skoda e Audi à escala global, entretanto já assumida pelo grupo Volkswagen, mas desta vez admitem que também há um motor a gasolina envolvido, um 1.4 com tecnologia de desativação de cilindros, assim como emissões de CO2 (dióxido de carbono). Em comunicado, o grupo de Wolfsburg diz ter descoberto, durante uma investigação interna, “inconsistências” na determinação dos níveis de dióxido de carbono, o que pode afetar cerca de 800 mil carros. A VW estima que esta nova questão poderá implicar uma despesa adicional a rondar os 2 mil milhões de euros, apesar de ainda ser cedo para chegar a um valor definitivo. Uma fonte da marca alemã disse à Automotive News Europe que este é o valor estimado para indemnizações a clientes que poderão vir a alegar que comprar um dos modelos envolvidos com base em falsas expetativas. A manipulação de emissões de CO2 poderá ser na ordem dos 10 a 15%, adiantou a mesma fonte.

Em comunicado, a administração da VW disse que já está em diálogo com as autoridades responsáveis, de modo a aferir das consequências destas descobertas. A supracitada fonte da VW sublinha que neste caso não será necessário um recall, uma vez que não está em causa um problema técnico. O CEO da VW, Matthias Müller, diz que a única alternativa do grupo é tentar apurar a verdade o mais rapidamente possível, num processo que descreve como sendo “penoso”.

Recorde-se que ontem a VW negou que o motor 3.0 V6 Diesel TDI esteja munido do referido software enganador.

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